sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Técnica Alexander


A Técnica de Alexander é uma técnica de reeducação corporal e coordenação realizada a partir de princípios físicos e psicológicos. A técnica se baseia na autopercepção do movimento e é aplicável a diversos casos como alívio de dores na coluna, reabilitação após acidentes, melhora na respiração, posicionamento correto ao tocar instrumentos musicais ou cantar, além de outros hábitos relacionados.

A técnica leva o nome de Frederick Matthias Alexander, que primeiro formulou seus princípios entre 1890 e 1900. Alexander desenvolveu a técnica como uma ferramenta pessoal para aliviar a dor e a rouquidão que afetavam sua carreira como ator Shakespeareano. Alexander ensinou sua técnica por trinta anos antes de criar uma escola para formar outros professores da técnica. Os atuais professores da Técnica Alexander participam de um treinamento de 3 anos, com 1600 horas aula.


A técnica é ensinada em aulas, através de uma combinação de instruções verbais e de demonstrações práticas, nas quais o professor toca o aluno e posiciona seu corpo adequadamente.

Durante as aulas, que podem durar de 30 minutos a uma hora, os alunos, instruídos pelo professor, passam a inibir reações habituais e, no lugar delas, acham novos e mais eficientes meios de executar ações simples, como andar, parar de pé ou assentar.

Historicamente ensinados em aulas individuais, seus princípios também foram adaptados para o ensino de grupos, geralmente usando pequenas lições individuais para cada aluno, alternadamente, que servem de exemplos para o resto da classe.

Frederick Matthias Alexander (1869-1955) era um ator australiano que sofria de laringite crônica sempre que pisava no palco. Determinado a encontrar a causa e a solução para seu problema, Alexander percebeu que a culpa era do excesso de tensão no pescoço e no corpo. A partir de então, ele concebeu uma maneira de falar e se mover que lhe permitia se movimentar com facilidade e, com o passar do tempo, os sintomas desapareceram.
Alexander dedicou sua vida a compreender a maneira como movimentamos o corpo, examinando os efeitos da dor em um corpo já desequilibrado. Recentemente, sua técnica recebeu o aval em um estudo do British Medical Journal (BMJ).

Com a técnica Alexander, os pacientes aprendem a controlar o corpo e compreender os “maus hábitos” que causaram a dor nas costas. 

O estudo científico do BMJ teve a participação de 579 pacientes com dor lombar crônica ou recorrente no sul e oeste da Inglaterra. Participaram do estudo 64 consultórios médicos de clínica geral e 152 instrutores da Técnica Alexander e massoterapeutas. O estudo revelou que as aulas de Técnica Alexander ajudaram bem os pacientes a lidarem com os sintomas iniciais dolorosos dando-lhes habilidades significativas para reverter os efeitos da má postura, movimento contido e gestão do estresse dentro do corpo. 

O BMJ concluiu que “sessões individuais com instrutores registrados da técnica Alexander apresentam benefícios de longo prazo para pacientes com dor nas costas crônica. Seis sessões, seguidas por exercícios prescritos, são quase tão eficazes quando 24 sessões.” Foi observado também que o número de dias com dor nas costas era significativamente baixo; não foram registradas reações adversas e a qualidade de vida aumentou drasticamente.

Muitas pessoas podem se beneficiar da Técnica Alexander e foi adotada por cantores e atores para ajudar a melhorar o performance no palco. Contudo, mais recentemente, pessoas com dor crônica, estresses e problemas com postura passaram a frequentar a sessões da Técnica Alexander.

As pessoas aprendem a se sentar e realizar atividades diárias de forma mais confortável; porém, o paciente passa por reeducação de respiração pelo diafragma. Isto, por sua vez, ajuda a atenuar os períodos de ansiedade e distúrbios de humor.

Participar de sessões de Técnica Alexander ajudará você a:

  • Aprender a alongar e encurtar os músculos do pescoço, o que ajuda a reduzir a tensão muscular
  • Descobrir a relação entre tensão e respiração
  • Usar padrões mais eficazes para ficar em pé, caminhar e realizar atividades diárias
  • Aprender a ampliar e alongar as costas
  • Realinhar a cabeça para “para a frente e para cima”
  • Se sentir mais confortável no ambiente de trabalho (por exemplo, sentar-se diante do computador/escrivaninha)
  • Os músicos podem aprender a melhorar suas performances corrigindo o alinhamento do ombro, altura da cadeira, dedos, etc.
  • Sentir-se mais confiante sobre você e seus movimentos (ideal para artistas ou oradores)
  • Sentir menos dor e gerir quando ela reaparece




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